O Blog da Biblioteca Mário Quintana foi criado no dia 15 de setembro de 2010.










ABRIL

A Formiga Loirinha

Esta história foi retirada da Internet, sendo que a sequência de gravuras e quantidade das mesmas foram alteradas e incrementadas de acordo com minha necessidade.

A Formiga Loirinha

         - Loirinha!  Mamãe vai trabalhar. Fique bem quietinha aqui no formigueiro. Nada de ir para a rua brincar, porque está muito frio.
         Mamãe estava acabando de se aprontar para sair quando ainda se lembrou de dizer:
         - Cuidado filhinha, porque você está um pouco resfriada. Não tome água gelada, nem sorvete, nem fique descalça. Não molhe o pezinho.
         -Chi! Mamãe, não precisa falar tanto! Eu não vou fazer nada errado. Não vou sair de casa, nem beber gelado, nem nada, viu mamãe?
Bem, mamãe ainda se lembrou de dar uma xícara cheinha de açúcar para a filhinha. Vocês sabem, formiga gosta tanto de açúcar!
         E mamãe saiu alegre e tranqüila para trabalhar. Formiguinha, lá da cama, dizia com sua voz fininha: “Volte logo, mamãe, volte logo!”
         Estava frio. O dia meio escuro. E loirinha, toda enrolada no cobertor, se virava de um lado pro outro, para dormir mais um pouquinho.
         De repente, abriu os olhinhos, e estava tudo tão claro lá fora! Era o sol que estava brilhando e sorrindo, esquentando o formigueiro.
Loirinha começou a ouvir o barulhinho dos pés das amiguinhas saindo do formigueiro para passear. Muitas iam com a mamãe, outras com as priminhas e algumas com o papai que estava de férias.
Loirinha não agüentou mais ficar na cama. Jogou longe o cobertor, não arrumou a caminha e saiu correndo....
Que foi que a mamãe falou pra ela antes de ir trabalhar???
-Pra não sair de casa, não tomar gelado, nem sorvete, nem molhar o pezinho.
Parece que Loirinha esqueceu de tudo. Estava com muita vontade de passear, de ver o sol,de se divertir. E... saiu de sua casinha, o formigueiro.
-Oi Sol? Como vai? Você está lindíssimo hoje! Brilhando como eu nunca vi!
O Sol até fez uma careta pra ela. Sabia que ela estava desobedecendo.
-Florzinha? Bom dia! Você hoje está maravilhosa! Quero ver se está cheirosa. Humm! Que cheirinho bom de mel! O ventinho bateu na flor e ela balançou a cabeça dizendo não, não, formiguinha, não desobedeça.
Loirinha não queria ouvir a voz do sol, nem da flor. Ela queria mesmo fazer coisa errada.
         - Oh, amiguinhas! Como vão? Querem passear comigo? O dia está lindo, não?
         Eram duas formiguinhas lindas que estavam passeando pelo jardim. Loirinha chegou bem pertinho delas, deu uma piscadinha e disse:
         -Vamos subir a montanha? Vamos ver o que há lá em cima? Vamos chupar o mel das florzinhas? Vamos? É tão gostoso o mel, tão docinho! Vamos, depressa!
         E as amiguinhas foram. E, juntas, cantavam:
- “Vamos subindo o morro, vamos chegar lá em cima, vamos chupar melzinho”.
De repente Loirinha pôs as mãozinhas na boca, assustada!
-Que é isso? Oh, uma lagoa! Tão linda e tão grande. Que beleza! A lagoa mais linda que eu já vi!
As amiguinha falaram:
-É tão limpinha!
Mais que depressa, Loirinha tirou os sapatos. Agora, nem de longe lembrava da ordem da mamãe. Sem sapatos, colocou os pezinhos n’água.
- Ai, ai, está geladinha! Uma delicia! Estou com tanto calor. Qua,´quá, quá! Venham também depressa. – Ué, vocês não vem?
-Nós não vamos desobedecer. Mamãe disse pra nem pisarmos no molhado.
- Que bobagem! Lá, lá, lá. Cantava Loirinha
- Querem ver com sei mergulhar?
Ela se molhou inteirinha. Bem que as amiguinhas ficaram com vontade de entrar na água.
- Vejam agora. Vou boiar! E soltou água pela boca. Riu, riu, riu até não querer mais!
Loirinha desobedeceu mesmo.
-Chi! Está escurecendo! Parece que vem chuva! Depressa, Loirinha, vamos embora!
-Esperem por mim, esperem!
E mais um mergulho e outro. As amiguinhas já estavam lá embaixo no morro, quando loirinha saiu da água.
-Brr... que frio!
O vento bateu na roupinha molhada e ela ficou geladinha! Agora começou a pensar;
-Chi...será que a mamãe já chegou em casa? Ela vai me bater!
Tremendo de frio correu, correu e chegou. Estava com medo. À porta do formigueiro, quem estava lá de mão na cintura, muito brava? Mamãe!
-Onde você andou? Por que está toda molhada? Será que nadou na lagoa? Eu não proibi você?
Loirinha muito sem jeito, começou a enrolar a blusinha molhada e disse:
-eu... eu....(De cabecinha baixa, triste, falou) não nadei...
Mentiu.
-Atchim, atchim., atchim!
Naquela noite havia uma festa. Era o aniversário da Fofinha. Todo o formigueiro estava se aprontando. As meninas enrolavam os cabelinhos e faziam trancinhas. Colocavam fitinhas coloridas e lustravam os sapatinhos, mas Loirinha estava sentindo-se mal. Ficou num canto encolhidinha! Mamãe olhou pra ela e a achou com carinha de febre. Pôs o termômetro, deste que se põem na testa e ele subiu, subiu. Realmente era febre e muito alta. Foi para a cama, cheia de cobertores e ficou ouvindo risadinhas das outras no formigueiro. Cada uma mais alegre que a outra. Cheirosas, bonitas, indo para a festa cantando alegremente.
Todos saíram. Ficou um silêncio no formigueiro. Só ela e a mamãe.
Mais tarde mamãe viu que a febre estava muito alta. Ficou aflita, quando se lembrou que havia um médico de plantão no formigueiro. Ele veio correndo. Examinou a Loirinha, e ela batia o queixo de febre. Muito sério disse:
-É começo de pneumonia. Quinze dias de cama:
Deu uma lista de remédios amargos e saiu.
Hãm, hãm, hãm, mamãe ouviu. Foi pé ante pé, ver o que era. Veja só! Formiguinha saiu da cama e se ajoelhou quando ela viu a mamãe.
-Mamãe – disse bem baixinho – você me perdoa? Eu, eu...menti. Eu, eu...desobedeci. Eu fui lá, na lagoa e entrei na água. Estava muito gelada. Perdoa mamãe. Dou minha palavra de formiga: não minto e não desobedeço mais.
Mamãe abraçou a formiguinha e Loirinha nunca mais desobedeceu. Foi à formiguinha mais querida do formigueiro.
A Bíblia diz:
“Filhos, sede obedientes à vossos pais.”     
                 Efésios 6:1
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